GOIÂNIA

MMA e autarquias executaram 98,5% do orçamento previsto, diz ministro

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
© Marcelo Camargo/Agência Brasil


O Ministério do Meio Ambiente (MMA) foi responsável pela gestão de mais de R$ 767 milhões em 2021. O total equivale a 98,5% do orçamento previsto para o ano destinado à pasta e às suas autarquias, que incluem Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), de acordo com informações divulgadas hoje (9) pelo ministério.

Conforme o ministro Joaquim Leite, a maior parte do valor foi aplicada em tecnologia. “O Ministério do Meio Ambiente recebeu uma verba suplementar de R$ 270 milhões em julho e nós conseguimos aplicar isso em inovação de sistema de informática, trazendo ferramentas de gestão para dentro do ministério”, destacou. Ibama e ICMBio foram equipados com câmeras de ação, laptops, viaturas, helicópteros, embarcações, drones, caminhões-bombeiros e outros bens.

Metano Zero

O governo deve lançar, em 30 dias, o Programa Metano Zero, que vai estimular a transformação do gás de efeito estufa em biocombustível, com auxílio financeiro de bancos públicos. A informação foi divulgada pelo ministro Joaquim Leite, em entrevista, na manhã de hoje, à Rádio Nacional. A entrevista também foi transmitida, ao vivo, pela TV Brasil.

LEIA TAMBÉM  Eleições 2022: restrições para agentes públicos começam a valer 

“O governo federal regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, em janeiro. E agora estamos preparando o programa de metano. O Brasil tem potencial de geração de biometano que vem dos resíduos urbanos [aterros sanitários] e rurais, especialmente de aves, suínos, açúcar e álcool”, disse, no programa Repórter Nacional.

Segundo o ministro, o biocombustível pode substituir o diesel de máquinas pesadas da produção agrícola. “Nós temos um pré-sal rural, com volume de geração de biometano nas propriedades rurais e nos aterros sanitários”, destacou.

Preservação

Segundo o ministro, quando o assunto é preservação, é preciso tirar o foco apenas das árvores e colocá-lo em quem cuida das árvores. “É esta a solução: remunerar quem cuida de floresta”, disse.

“É um programa nacional de pagamentos por serviços ambientais. Vai atender todos os biomas. Todos os biomas têm vegetação nativa, cada um com a sua característica. Todos devem ser reconhecidos. E aqueles que protegem devem ser reconhecidos e remunerados”, destacou.

A proposta da pasta, de acordo com o ministro, é o pagamento por prestação de serviços ambientais de quem preserva o meio ambiente. “Temos que criar o fazendeiro de floresta nativa. Aquele que vai ser remunerado, bem remunerado, pela atividade de cuidar de floresta”, reforçou.

LEIA TAMBÉM  Senado pode votar hoje PEC que alivia impacto da alta dos combustíveis

Leite lembrou que, no caso de reservas legais e áreas de preservação permanente (APP), o Código Florestal Brasileiro já prevê benefícios para quem cuida do meio ambiente. A ideia é expandir isso para áreas de floresta nativa, onde é possível fazer o manejo de baixo impacto e garantir a preservação da biodiversidade.

“Acho que isso nunca foi muito bem explorado durante a conferência do clima [COP26]. O foco sempre esteve na árvore e pouco nas pessoas que cuidam de árvore e que fazem essa proteção. Essa mudança de foco pode trazer uma solução não só para o Brasil, mas global, para conservar a biodiversidade, pra proteger florestas nativas e áreas úmidas.”

Com informações do Ministério do Meio Ambiente 

Edição: Bruna Saniele

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

RELACIONADAS