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Evasão no ENEM revela tendência do jovem à Educação Online, afirma especialista

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De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), agência da ONU responsável por acompanhar e apoiar a educação, comunicação e cultura no mundo, a pandemia da COVID-19 já impactou os estudos de mais de 1,5 bilhão de estudantes em 188 países – o que representa cerca de 91% do total de estudantes no planeta.

No Brasil o resultado da pandemia, que ainda assola o país, tem sido sentido em vários setores
principalmente na educação. Segundo o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(INEP), Dos 5.523.023 inscritos no ENEN, apenas 2.470.396 estudantes compareceram aos locais da
prova. A taxa total de abstenção foi de 51,5%. A justificativa para um número tão alto de ausências é a
pandemia da Covid-19. A média de abstenção no Enem nos últimos anos é de apenas 27%.
De acordo com o especialista em Educação e Tecnologia, Alfredo Freitas, que dirige a Ambra University
– universidade americana nos EUA – o alto índice de evasão do exame é atribuído, além do medo de
contrair a covid19, há também uma mudança de comportamento dos estudantes que estão cada vez
mais preferindo estudar em casa do que presencialmente. Segundo ele, esta mudança deverá provoca
uma onda de imigração para estudo online nos próximos anos.
“A pandemia livrou muita gente do preconceito com o ensino via internet. Principalmente entre os
jovens no ensino superior, o cenário é de completa adesão. Mesmo antes da pandemia, nos EUA, por
exemplo, a tendência já era de uma educação superior mais online que presencial. A pandemia somente
potencializou essa descoberta tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil”, afirma Alfredo Freitas.
Para o Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University, que forma há mais de 10 anos totalmente
em português e online brasileiros interessados em diploma americano, o universo da educação está
mudando e seguirá mais online que presencial. Freitas explica que as vantagens do ensino via internet
vão exigir, contudo, uma nova forma de avaliação da qualidade das instituições de ensino superior no
Brasil.
“Assim como no ensino superior presencial há uma rigorosa avaliação metodológica e estrutural das
instituições por parte dos alunos, no ensino via internet esse rigor deve ser ainda maior. A qualidade
entre as instituições de ensino superior que oferecem cursos online não é a mesma e os estudantes
devem estar atentos e escolher projetos que, de fato, tragam conhecimento e evolução profissional”,
alerta o especialista.
Para Alfredo Freitas o diploma americano abre portas e os jovens brasileiros estarão cada vez mais
conectados nessa realidade. “O desafio atual para essas pessoas é a qualificação adequada e elas estão
começando a perceber que podem estudar e conquistar boa formação em universidades da Inglaterra,
Austrália ou Estados Unidos sem mudar de cidade tampouco de país”, afirma.
Alfredo está correto, o número de empresas que estão usando parcial e integralmente a chamada mão
de obra anywhere office (trabalho em qualquer lugar) está aumentando a cada dia e muitas empresas
não devem manter seus escritórios físicos em grandes centros mundiais como São Paulo, Miami, Nova
York, Toronto ou São Francisco. “Elas passaram a competir ao nível global por profissionais que também
devem se preparar em universidades do mundo inteiro acessíveis pelo seu computador, tablet e celular”.
afirma Freitas.
De 2009 a 2019, o número de novos alunos em cursos superiores à distância aumentou 4,7 vezes -saltou
de cerca de 330 mil estudantes para mais de 1 milhão e meio. Ou seja, um crescimento de 378,9%. Já o
índice de ingressantes em graduações presenciais foi ampliado em escala bem menor: 17,8%. Os dados
são do Censo de Educação Superior, divulgado nesta sexta (23) pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
O ensino a distância não para de crescer no Brasil e a expectativa é que nos próximos anos aumente
ainda mais. Estudo recente realizada pela Sagah, empesa desenvolvedora de conteúdo e tecnologia para
ensino a distância, prevê que, em 2023 o ensino superior a distância já corresponderá a 51% do mercado

O ensino a distância não para de crescer no Brasil e a expectativa é que nos próximos anos aumente
ainda mais. Estudo recente realizada pela Sagah, empesa desenvolvedora de conteúdo e tecnologia para
ensino a distância, prevê que, em 2023 o ensino superior a distância já corresponderá a 51% do mercado

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*Alfredo Freitas é pós-graduado em ‘Project Management’ pela Sheridan College no Canadá, graduado em Engenharia de Controle e Automação e Mestre em Ciências, Automação e Sistemas, pela Universidade de Brasília. O renomado profissional tem mais de 15 anos de experiência em Tecnologia e Educação. É atualmente Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University. A Universidade americana é credenciada e tem cursos reconhecidos pelo Florida Department of Education (Departamento de Educação da Flórida) sob o registro CIE-4001. Além disso, a universidade conta com histórico de revalidação de diplomas no Brasil.

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